Um suspeito de ser responsável pelo tráfico de animais na região de Marechal Deodoro foi preso. Com ele foram encontrados 42 pássaros silvestres em más condições de saúde, três deles já mortos, informa a Polícia Militar.As aves foram levadas para o Ibama para receberem cuidados veterinários. Nos casos em que for possível, elas serão devolvidas à natureza.O Batalhão Ambiental de Alagoa apreendeu mais de cem pássaros que estavam sendo vendidos ilegalmente em feiras livres nos municípios de Marechal Deodoro e Maceió. A operação aconteceu neste domingo .
NATUREZA
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Polícia apreende mais de cem pássaros em Alagoas
Associação denuncia empresas que deixam lixo nas ruas de São Paulo
O movimento Aliança pelo Centro Histórico tira fotos do lixo deixado nas calçadas por empresas e estabelecimentos comerciais do centro da capital paulista que deveriam ter contratado um serviço para coletar seus detritos, como a Prefeitura estabeleceu no início de 2011. As fotos são utilizadas para denunciar os estabelecimentos que geram mais de três grandes sacos de lixo por dia e que ainda não aderiram à nova lei.Os chamados “zeladores urbanos” constataram que os sacos de lixo são deixados nas calçadas muito antes do horário da coleta. O problema é agravado porque os sacos são abertos por moradores de rua, em busca de objetos de valor, e por pessoas que trabalham com reciclagem.As imagens mostram lixo acumulado na esquina das ruas Quinze de Novembro com a Manuel da Nóbrega, além sacos deixados na Três de Dezembro.É preciso aumentar a fiscalização do centro de São Paulo, afirmou Orlando Junior, coordenador da Aliança pelo Centro Histórico.A supervisora de fiscalização da Limpurb, Helena Terzella, declarou que a fiscalização na região central da cidade já foi intensificada. Estudos estão sendo desenvolvidos para decidir se o horário da coleta pode ser alterado. Provavelmente, em março, a empresa já terá uma decisão a esse respeito.Índios entregam à Presidência abaixo-assinado contra Belo Monte
Dez representantes de um grupo formado por cerca de 300 índios e ribeirinhos da região do Rio Xingu, do Pará e Mato Grosso, além de estudantes, ambientalistas e artistas, entregaram à Presidência da República um abaixo-assinado contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.Segundo os manifestantes, o documento tem cerca de 500 mil assinaturas, e foi entregue ao secretário-executivo da Presidência, Rogério Sottili, e ao secretário de Articulação Social, Paulo Maldos.Ministro-chefe em exercício (Gilberto Carvalho participa do Fórum Social Mundial, no Senegal), Sottili se comprometeu a levar o relato do encontro e o documento à presidente Dilma Rousseff, segundo informe divulgado pela assessoria do ministério.Segundo ele, o governo manterá o diálogo com os movimentos sociais. "Quero que vocês vejam o governo como um parceiro. Podemos não chegar a um consenso, mas vamos construir as políticas por meio do diálogo.Os manifestantes se reuniram na manhã desta terça (8) em frente ao espelho d’água, no Congresso Nacional, para exigir também que o governo federal avalie uma carta assinada por aproximadamente 30 especialistas de universidades brasileiras, como Federal do Rio, Federal do Pará e Universidade de São Paulo, com argumentos científicos que desaconselham a obra.O barramento do Xingu seria a morte do ecossistema e da agricultura familiar de todo povo tradicional de lá. Assim, além de perdermos nossa cultura, estaríamos levando nossos filhos para serem bandidos e assassinos, já que é isso que a periferia de Altamira representa, afirmou a ribeirinha e representante do movimento Xingu vivo para sempre.As pretensões do governo são de investir cerca de R$ 19 bilhões no empreendimento, que terá dois reservatórios de água de 516 quilômetros quadrados cada um.Se construída, Belo Monte terá a primeira unidade geradora entrando em operação comercial a partir de fevereiro de 2015 comuma capacidade instalada de 11,2 mil megawatts, o que a tornaria a terceira maior hidrelétrica do mundo, atrás apenas de Itaipu (na fronteira entre Brasil e Paraguai) e Três Gargantas (China).Minas Gerais produziu quase 25 mil toneladas de lixo eletrônico em 2010
Pesquisa da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) em Minas Gerais indica que cada mineiro produziu, em média, 1,2 quilo de lixo eletrônico em 2010. No total, são quase 25 mil toneladas de material que não tem mais utilidade e cuja forma de descarte ainda é pouco eficiente.O técnico em informática Reinaldo de Souza conhece bem esta dificuldade. Há cerca de um ano, ele resolveu montar uma empresa de manutenção de computadores em sua casa, mas acabou vendo um problema se amontoar na varanda.Ficou com peças antigas que de computadores que os clientes não querem mais e agora não sabe o que fazer com elas. Agora nem estou recebendo mais computadores. Tem cliente que me oferece computador, mas é antigo e nem aproveitar a peça dá. Não adianta jogar no lixo, que o lixeiro não leva.Peças de equipamentos eletrônicos podem conter materiais perigosos, como o zinco, o chumbo e o cádium. Se descartadas de maneira incorreta, as peças podem oferecer risco de contaminação de água, solo e, por consequência, da saúde das pessoas.De acordo com José Cláudio Junqueira, presidente da Feam, Minas Gerais não tem programas amplos de recebimento de materiais eletrônicos. Há casos isolados, como em Belo Horizonte, onde a prefeitura possui três locais que recebem computadores antigos. Algumas peças são reaproveitadas e outras seguem para a reciclagem.Segundo Junqueira, uma lei sancionada em dezembro do ano passado promete acabar com este problema. Em até seis meses, empresas que fabricam, distribuem e vendem os produtos passarão a ser responsáveis pelo material quando ele não tiver mais utilidade. "Os fabricantes e produtores e o resto da cadeia serão obrigados a informar ao consumidor onde ele poderá descartar. E o consumidor terá a obrigação de descartar só nos locais autorizados.Grupo indígena isolado pode sumir por desmatamento no MA
O povo indígena awá-guajá, que tem parte de sua população vivendo isolada dentro da reserva no oeste do Maranhão, corre o risco de desaparecer por conta do avanço da atividade madeireira e da exploração de seu território. O alerta foi feito nesta segunda-feira (14) pela organização não governamental (ONG) Survival International, que teve acesso a um relatório detalhado sobre a situação dos awá-guajá, elaborado pela Fundação Nacional do Índio (Funai) em agosto de 2010.Segundo o relatório, 31% da floresta na reserva dos indígenas já foi derrubada de maneira ilegal. A ONG também destaca que o povo vive em três das cinco áreas indígenas que sofreram maior devastação em 2009. "Madeireiros e colonos invadiram o território, mas nada foi feito para removê-los, embora autoridades estivessem cientes.A ONG calcula que existam cerca de 360 índios da etnia que já entraram em contato com sociedades externas, vivendo em diversas comunidades. Mas entre 60 e 100 indígenas permaneceram em situação de isolamento. Para isso, dependem da integridade da floresta, que está sendo destruída pela atividade ilegal.A presença de invasores em áreas próximas das aldeias também representa ameaça à saúde dos indígenas, que não têm imunidade a vírus comuns em outras sociades. Uma simples gripe, por exemplo, pode ser fatal para os indígenas.No relatório com cerca de 30 páginas divulgado ONG, a Funai destaca a extração ilegal de madeira e usos indevidos de terra, por exemplo, para o cultivo de maconha e realização de atividade pecuarista. O órgão também afirma que a inexistência de levantamento fundiário atual contribui para o desconhecimento dos responsáveis pelos ilícitos e destaca ser expressamente necessária a realização de novo levantamento fundiário na região.
Gorilas órfãos ganham refúgio em plena selva do Congo
Uma fundação com sede nos Estados Unidos criou, em plena floresta da República Democrática do Congo, um refúgio para gorilas órfãos, onde os animais podem ser tratados e preparados para voltar à vida selvagem.Os animais hospedados em Grace foram confiscados de caçadores que os mantinham em cativeiro depois de caçar e matar seus pais para comercializar a carne ilegalmente. Depois do cativeiro, os animais seriam vendidos - vivos ou mortos.Grace tem um centro veterinário (com atendimento clínico e área para cirurgias), dois "dormitórios" onde os animais passam a noite, um pátio interno para convívio entre eles e um observatório, de onde os gorilas podem ser vistos à distância, sem serem incomodados.Os animais refugiados em Grace são todos da subespécie chamada Grauer, o maior dos quatro tipos conhecidos de gorila, podendo pesar até 230 kg. Os gorilas de Grauer vivem exclusivamente no leste da República Democrática do Congo.O Centro de Reabilitação de Gorilas e Educação Conservacionista (Grace, na sigla em inglês) fica localizado em uma área de 140 hectares em meio à selva congolesa, na reserva natural de Tayna, podendo receber até 30 gorilas ao mesmo tempo.A fundação Dian Fossey Gorilla Fund International, que deu início ao projeto Grace, afirma que o habitat destes animais está sendo cada vez mais dilapidado pela ação do homem. Em 1995, a estimativa era que existissem apenas 16 mil espécimes na região - e, segundo a entidade, o número hoje é certamente menor.Nós rezamos para que nenhum outro filhote seja levado por caçadores, mas nós sabemos que isto não é um pensamento realista, diz Sandy Jones, gerente da fundação. Como o território dos gorilas de Grauer é tão vasto, e em sua maior parte inexplorado e inseguro, nós esperamos confiscar mais animais no futuro.Os quatro primeiros gorilas chegaram ao refúgio em abril de 2010, com ajuda de um helicóptero da Monuc, a força de paz da ONU no Congo. Antes disso, eles passaram por uma quarentena na cidade congolesa de Goma, onde receberam os primeiros tratamentos.Um dos gorilas tem apenas sete meses de idade e foi batizado de Kyasa. Resgatado em dezembro de 2010, o animal tinha uma ferida no quadril, causada por caçadores, além de apresentar sinais de estresse e desidratação.Depois de um mês de quarentena em Goma, período no qual foi atendido por veterinários e tratadores, o jovem gorila recuperou a confiança. Depois de chegar em Grace, ele já é visto pendurado em árvores e tentando bater com as mãos no peito, como os adultos fazem.Hoje, Grace já abriga cinco gorilas, enquanto seis outros estão em instalações temporárias na cidade de Kinigi, em Ruanda, onde passam por uma quarentena antes de ser transferidos.Grace diz ser o único local do mundo que reabilita gorilas com a intenção de liberá-los para a vida selvagem. O processo pode levar muitos anos, já que não existe muito conhecimento a respeito dos gorilas de Grauer. Apenas dois espécimes vivem em zoológicos em todo o mundo - ambos em Antuérpia, na Bélgica.
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